19 de outubro de 2011

Olhando Batman mais de perto

Seguinte, o Amigão da Comunidade está na área para cagar uma regra no Universo DC, mas de uma forma bem diferente (pelo menos eu acho): olhando para alguns personagens mais de perto e falando algumas bobeiras sobre eles. Começaremos com o Batman (o Homem-Morcego, o Cavaleiro das trevas, a Morcega, etc, etc, etc.) e, se esta bodega der certo, faremos (notou a esquizofrenia, mano?) com outros personagens também.

Bom, contar a história de Bruce Wayne mais uma vez chega a ser algo sacal. Afinal, tenho (esquizofreniaaaaaa...) quase certeza de que você, leitor deste blog, já deve conhecer a história do cara de trás para frente e de frente para trás, mas, em todo o caso... 

Bruce é o garoto de oito anos que teve seus pais mortos na sua frente por um assaltante. Depois disso, viajou o mundo para aprimorar corpo e mente em busca de vingança (meio emo, eu sei, mas isso não vem ao caso agora).

Essa idade, para a psicanálise, compreende a fase na qual a criança pode estar terminando sua passagem pelo Complexo de Édipo (olha o Freud aí, gente...) e começando a formação do Super Ego (por favor, não confuda com Superman). Hum, falei grego, né? Então, VÁ ESTUDAR!!!!

Hum, peraí... Eu sou o Amigão da Comunidade, não posso fazer isso (não é mesmo, Sr. Delarue e Dr. House?). Deixe-me tentar explicar esses termos rapidamente para você seguir com o texto (e não ser tão burro). Primeiro, a psicanálise é uma teoria que parte de pressupostos a respeito de fenômenos inconscientes, por exemplo, sonhos e outras manifestações.

Complexo de Édipo é um conceito cunhado por Freud (não disse que ele estava por aqui?) e que tem como objetivo uma separação entre você, querido leitor, e sua dileta e respeitosa mãe. Este corte normalmente é dado pelo pai, ou pela figura paterna, (sei lá, o açougueiro, o carpinteiro, o verdureiro, o Maguila, etc.). Em outras palavras, você não dorme mais com seus pais na mesma cama, no mesmo quarto, enfim, vai procurar a sua turma. Só que você não aceita isso de início, e vai rivalizar com esta figura paterna pela atenção de sua mãe (chorando ou fazendo alguma traquinagem que requeira atenção), mas, no final, teoricamente você começa a procurar o seu rumo e deixa os dois quietinhos (e assim a sua mãe engravida de novo e você tem um irmãozinho pra dar uns cascudos).

Para que tudo isso aconteça, você precisará de algumas regras internas como escovar os dentes depois de cada refeição; não responder os mais velhos; lavar as mãos quando sair do banheiro; se dirigir não beber, etc. Enfim, infinitas regras que irão regular sua vida social. É nesse ponto que entra o tal do Super Ego (novamente, não confunda com Superman). Eu dei, tô sabendo, uma listada básica na dinâmica antes de explicar os termos. Isso porque eles não acontecem numa data específica, podem variar de indivíduo para indivíduo, beleza?

Então, o pequeno pimpolho Bruce está nesse momento quando tudo aconteceu, término do ciclo edipiano e começo da formação de suas regras sociais internas. O maneiro dessa história é que Bruce, enquanto Batman faz com a criminalidade e Gothan exatamente o que ele deveria de ter feito com o seu pai e sua mãe, rivaliza com o pai e ambiciona a mãe.

Galera (assim espero), vamos um pouco além nessa viagem doida e chegaremos à conclusão de que, toda vez que Brucinho prende um vilão (eu odeio o termo, mas fica isso mesmo), na verdade ele está de alguma forma refazendo a morte dos seus “véios” e escondendo aquela criança que só aprendeu a lidar com aquele acontecimento através de um capuz. Brilhante, né? Mas não para só aí, podemos identificar o porquê de sua obsessão pela perfeição, como algo que não apenas corresponde ao avanço do mal que assola Gotham e o põe à prova, mas também porque seu pai falhou ao proteger sua família. Batman, dessa forma, precisa ser muito mais forte do que seu pai (Thomas) e do que seu pai (Criminalidade). Do contrário, ele e suas mães morrerão novamente.

Maneiro, né? Eu ainda poderia fazer zilhões de outras observações quanto a relação de Bruce e seu pai (a série Um longo dia das Bruxas – apesar de escrita pelo Loeb – nos dá um outro exemplo muito bom da relação dos dois), mas já foi muita viagem por esta semana, tá de bom tamanho... Qualquer coisa é só mandar ver nos comentários.

Até.

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