1 de março de 2012

Sobre Heróis (parte 1)

Fala aê!!!!

Para vocês que acreditavam que o amigão da comunidade tinha ido para o “País dos pés juntos”, só porque era o negro da história, digo só uma coisa:  "Ah, se ferrou!"

Nesse retorno, irei tratar aqui de um tema mais prático, vamos pensar um pouco sobre os super-heróis. O que são? De onde vêm? Para onde vão? Qual a graça deles? Por que alguns bobões se fantasiam? (essa pergunta é difícil), e etc... (parece anúncio de podcast né?). Simbora então...

Em primeiro lugar, vamos traçar só uma pequena diferença antes d'eu embaralhar toda a sua cabeça com  classificações que farei ao longo dos textos. Existe uma pequena diferença entre heróis e super-heróis (lógico que eu sei que você sabe qual é, só estou repetindo por desencargo de consciência) – super-herói tem superpoderes, enquanto os heróis não têm a princípio.

Já posso até ver aquele leitor chato e desatento com as bochechas cheias de ar como as do Kiko dizendo “Mas o Batman não tem poderes e ele é o maior de TODOS, TODOS, TODOS!!!!”. O problema, meu afoito leitor, é que o Batman é um personagem que vive em meio a um universo de superpoderes e isso faz do Batman um super-herói. No entanto, ser herói ou super-herói enquanto estivermos falando de símbolos, não fará a menor diferença, mas, como esse texto é mais introdutório, vamos delimitar bem o nosso espaço.
Se não me engano (e se meu Déficit de atenção permite), em algum outro post, falei sobre a importância do herói e pus como evidencia o personagem Batman. É mais ou menos isso que farei, só que trarei mais a questão psicológica (é verdade, mais um chato falando de arquétipos, mas dessa vez farei algo mais apropriado para que o Sr. Delarue possa ler e entender).


Uma coisa é certa: heróis existem desde sempre, desde a época pré-histórica (mesmo que não existam provas para isso). Nós aqui temos a ideia de que as histórias mitológicas gregas foram esse momento original das histórias aventurescas, fato (talvez) é que eles já existiam bem antes. Isto fica claro naqueles desenhos em que havia descrição de rituais (pinturas rupestres. Não ajudou em nada? Como diria o Dr. House: "vá estudar"). Esses rituais eram representações que ensinavam a todo grupo daquele lugar como proceder e interagir com o ambiente.

O herói serve como um representante de um determinado grupo em uma determinada época. Lembra quando o Superman no filme de 1978 (lógico que não) vira para a Lois Lane e diz uma das frases que, em minha opinião, marcou toda a discussão a respeito desse personagem em toda a sua história independente da mídia: “I'm here to fight for truth, and justice, and the American way.” (Estou aqui para lutar pela verdade, justiça e pelo modo de vida americano). Esta frase conseguiu mostrar o nosso amigo Super como um representante do povo e do ideal americano, além, é claro, de se vestir com as cores dos EUA (é sim, Dr. House – EUA. P.S. do House: Como é de conhecimento comum, a bandeira dos EUA têm realmente a cor amarela, a questão é muito mais complexa que isso, mas o post é seu, prossiga). O Capitão América, na Segunda Guerra Mundial, representou os jovens que foram recrutados como soldados, ele era a inspiração naquele momento.


Esses ícones, como disse anteriormente, estão presentes desde os tempos das cavernas, mas também estão nos mitos Gregos como, por exemplo, Héracles (Hércules, pombas! PS do House: Há diferenças entre os dois que são imensamente significativas, mas como é um post de elocubrações psicológicas não importa muito a leitura...); Zeus e etc. Também se aplicam ao mundo real, por exemplo: Adolf Hitler representou os Alemães, se tornando um herói para eles na SGM; Nelson Mandella (lógico que eu iria por um ícone negro nesta bodega), conhecido por sua luta contra o sistema de segregação do Apartheid; e vários outros ícones.


Para terminar, deixo vocês com uma citação da professora Isabela Leite que define muito bem essa mística entre herói enquanto ser fantástico e que também pode ser real.

“O herói é um ser humano e não um deus. Trata-se de um personagem humano que, por um motivo, possui certos poderes ou dons divinos, mas não é imortal. (...) O herói é um homem que de algum modo, se aproximou do divino.”

Nos próximos capítulos, vamos esquadrinhar ainda mais este tema, até não querer mais porque assim como a Marvel que faz saga te prepara para outra saga, esses testículos servirão como preparação para outro grupo de pensamentos.

Abraços.